"Depois que eu pulei me ocorreu que a vida é perfeita, a vida é ótima. É cheia de magia, beleza, oportunidade e televisão. E surpresas, muitas surpresas. E tem aquilo que todo mundo deseja muito, mas só sente depois que já não pode ter. Eu percebi isso de repente. Eu acho que ninguém enxerga isso com clareza quanto está vivo."
Wim Wenders - O Hotel de Um Milhão de Dólares.
12/10/2009
23/09/2009
Giramundo
O dia tinha um sol alaranjado e um vento morno. Ela usava uma blusa amarela e como mágica transformou, com linha e agulha, retalhos coloridos e papelão em um objeto poesia que, pendurado sobre a minha cama, encheu meu coração de cor e alegria.Foi ali que aprendi que é possível se emocionar com algo, só porque é colorido e possui vários lados. Por causa daquele giramundo da minha infância, continuo me emocionando com tudo que não tem função.
Para me inebriar, basta ser colorido e girar!
09/09/2009
L'amour
L'amour pas pour moi
Ca me blesse, ou me lasse, selon les jours.
O amor não foi feito para mim
Machuca-me ou cansa-me, dependendo do dia.
L'amour ça ne vaut rien
L'amour ça ne va pas
C'est pas du Yves Saint Laurent
Ca ne tombe pas parfaitement.
O amor não tem nenhum valor
O amor não é para mim
Não é um Yves Saint Laurent
Não me cai perfeitamente.
Si je ne trouve pas mon style
Ce n'est pas faute d'essayer
Et l'amour j'laisse tomber!
Se eu não encontro o meu estilo
Não é por não ter tentado
E do amor eu desisto!
L'amour j'en veux pas.
J'préfère de temps en temps.
Le goût étrange et doux de la peau de mes amants.
Eu não quero o amor
Prefiro de tempos em tempos.
O gosto estranho e suave da pele dos meus amantes.
Mais l'amour pas vraiment!
Mas o amor de jeito nenhum!
(Carla Bruni )
Ca me blesse, ou me lasse, selon les jours.
O amor não foi feito para mim
Machuca-me ou cansa-me, dependendo do dia.
L'amour ça ne vaut rien
L'amour ça ne va pas
C'est pas du Yves Saint Laurent
Ca ne tombe pas parfaitement.
O amor não tem nenhum valor
O amor não é para mim
Não é um Yves Saint Laurent
Não me cai perfeitamente.
Si je ne trouve pas mon style
Ce n'est pas faute d'essayer
Et l'amour j'laisse tomber!
Se eu não encontro o meu estilo
Não é por não ter tentado
E do amor eu desisto!
L'amour j'en veux pas.
J'préfère de temps en temps.
Le goût étrange et doux de la peau de mes amants.
Eu não quero o amor
Prefiro de tempos em tempos.
O gosto estranho e suave da pele dos meus amantes.
Mais l'amour pas vraiment!
Mas o amor de jeito nenhum!
(Carla Bruni )
27/07/2009
A LUA por José Saramago
“Não percamos nós a terra, que ainda será a única maneira de não perdermos a lua.”
20/07/2009
Feliz vida de amigo
Amigo não tem dia. Não tem fórmula. Não tem fôrma.
Amigo a gente sente, reconhece, conquista e cativa.
Amigo se é por gosto, por conforto e por carinho.
Amigo faz bem para a saúde, para o ego e para a vida.
Amigo pode ser do peito, da infância, do trabalho, da praia, do bar... ou de tudo isso junto.
Amigo pode estar ao lado, morar longe, ter o mesmo sangue ou ser de outra tribo.
Amigo pode ser intenso, ser leve, ser para a vida toda ou por um momento.
Amigo às vezes é anjo e às vezes é carma. Às vezes ajuda e às vezes precisa de ajuda.
Amigo compartilha sentimentos, experiências e um bom entorpecente seja uma bebida, uma poesia ou uma boa gargalhada.
Amigo só não é um só. São vários. Com diferentes nuances, diferentes intesidades e diferentes afetos.
Mas todos necessários e especiais pelo que são e pela diferença que fazem na MINHA vida.
Amigo a gente sente, reconhece, conquista e cativa.
Amigo se é por gosto, por conforto e por carinho.
Amigo faz bem para a saúde, para o ego e para a vida.
Amigo pode ser do peito, da infância, do trabalho, da praia, do bar... ou de tudo isso junto.
Amigo pode estar ao lado, morar longe, ter o mesmo sangue ou ser de outra tribo.
Amigo pode ser intenso, ser leve, ser para a vida toda ou por um momento.
Amigo às vezes é anjo e às vezes é carma. Às vezes ajuda e às vezes precisa de ajuda.
Amigo compartilha sentimentos, experiências e um bom entorpecente seja uma bebida, uma poesia ou uma boa gargalhada.
Amigo só não é um só. São vários. Com diferentes nuances, diferentes intesidades e diferentes afetos.
Mas todos necessários e especiais pelo que são e pela diferença que fazem na MINHA vida.
09/07/2009
Lágrimas artificiais
Os olhos que sempre foram rasos e que todo momento transbordavam, agora estão secos. Tão secos que um trincou. Abriu-se igual o chão do sertão sem chuva.
Mas o que terá causado tanta aridez? O uso initerrupto de lentes? O ar seco do inverno? Ou 365 dias sem lágrimas?
Enquanto não há respostas, descubro que para olhos secos existem curativos, óculos, resignação e finalmente carboximetilcelulose sódica, ou seja, lágrimas artificiais.
Então deve ser mesmo uma questão de ausência de lágrimas!
Descubri que omega 3 e alimentos ricos em vitamina A e E ajudam a recuperar o filme lacrimal que recobre a córnea. Mas não creio que, nesse caso, a falta de lágrimas seja uma deficiência alimentar. Aposto sim, em um deserto de emoções.
30/06/2009
Michael Jackson
Juro que pensei a mesma coisa, mas foi a Nina Lemos do blog 02Neurônios quem escreveu...
"Ele não queria envelhecer. Aí fez um monte de plástica, mudou de rosto, virou outra pessoa. Ele também não queria morrer. Por isso andava na rua de máscara e dormia dentro de uma câmera hiperbárica que o preservasse para sempre. Michael também não queria sentir dor, para isso se injetava com morfina.
Nada contra ele (muito pelo contrário). Mas que isso parece um conto de terror dos tempos modernos, ah, parece. Que símbolo mais maluco de uma época em que não podemos envelhecer, morremos de medo de vírus e, consequentemente, de viver. Papo cabeça, eu sei. Mas não consegui não pensar em como essa morte do Michael é uma metáfora maluca dessa era da "preservação" que a gente vive.
Nem falávamos do Michael e um amigo me lembrou de uma frase que tem tudo a ver com isso: "VIVER É GASTAR". Acho que o Michael não sabia disso. De novo, com todo o respeito."
"Ele não queria envelhecer. Aí fez um monte de plástica, mudou de rosto, virou outra pessoa. Ele também não queria morrer. Por isso andava na rua de máscara e dormia dentro de uma câmera hiperbárica que o preservasse para sempre. Michael também não queria sentir dor, para isso se injetava com morfina.
Nada contra ele (muito pelo contrário). Mas que isso parece um conto de terror dos tempos modernos, ah, parece. Que símbolo mais maluco de uma época em que não podemos envelhecer, morremos de medo de vírus e, consequentemente, de viver. Papo cabeça, eu sei. Mas não consegui não pensar em como essa morte do Michael é uma metáfora maluca dessa era da "preservação" que a gente vive.
Nem falávamos do Michael e um amigo me lembrou de uma frase que tem tudo a ver com isso: "VIVER É GASTAR". Acho que o Michael não sabia disso. De novo, com todo o respeito."
14/06/2009
Tudo me diz pra deixar tudo agora
assim, torto!
Mas eu não sei deixar...
Eu não sei fazer menos do que eu sempre fiz.
Eu não sei ser menos.
Então eu faço assim e eu sou assim,
torta...
Girando no meu globo da morte
nos dias bons e no pior dos piores dias.
Não há fim, não há início,
há apenas a infinita paixão pela vida.
Clarah Averbuck
assim, torto!
Mas eu não sei deixar...
Eu não sei fazer menos do que eu sempre fiz.
Eu não sei ser menos.
Então eu faço assim e eu sou assim,
torta...
Girando no meu globo da morte
nos dias bons e no pior dos piores dias.
Não há fim, não há início,
há apenas a infinita paixão pela vida.
Clarah Averbuck
07/06/2009
21/05/2009
Destino
Algumas vezes, distraídos, acreditamos ter o controle do nosso destino. Quanta inocência. Os céticos usariam o livre arbítrio como argumento. Não duvido da força das escolhas. Mas como exercer o direito de escolher se nossa vida depende da escolha de tantas outras vidas? O acaso, o que chamamos de destino é isso. E a magia só acontece quando as escolhas coincidem.
Não dá para saber em qual esquina está a glória ou a ruína. Não dá para saber quando nos perderemos ou nos acharemos. Nunca saberemos quando haverá tempo para outro abraço ou outro beijo. O que define a nossa vida são as conjunções de escolhas originadas das mais impensadas direções. É essa intersecção imponderável que nos abençoa e amaldiçoa. Que une e separa. E nessa dança incerta, o futuro é impossível. Só existe o agora. E não há espaço para remorsos e culpas. Foi o destino, ora essa!
Sendo a vida assim, obra do acaso, não dá para viver por viver. É preciso ser intenso, mesmo sabendo breve. E nenhuma história é boba ou pequena. Tudo é grande porque é único e preenche aquele momento. E só nos resta viver o que há para viver. Amar o que há para amar. Gozar o que há para gozar. E no agora seguinte começar outra história, mesmo que seja um remake do último agora. Porque será sempre outro agora, um novo agora.
Tendo a vida essa instabilidade, só nos resta arriscar. Alçar vôo. Se jogar em queda livre, mas só por um milésimo de segundo. Só somos donos da nossa história nesse intervalo mínimo de tempo. Só somos reis da própria vida no breve instante de um piscar de olhos.
E assim, presos à essa condição, não dá para sonhar com a perfeição. Não dá para aprimorar. É preciso improvisar. E depois rir da própria história, não para ser sarcástico, mas para ser profano.
Não dá para saber em qual esquina está a glória ou a ruína. Não dá para saber quando nos perderemos ou nos acharemos. Nunca saberemos quando haverá tempo para outro abraço ou outro beijo. O que define a nossa vida são as conjunções de escolhas originadas das mais impensadas direções. É essa intersecção imponderável que nos abençoa e amaldiçoa. Que une e separa. E nessa dança incerta, o futuro é impossível. Só existe o agora. E não há espaço para remorsos e culpas. Foi o destino, ora essa!
Sendo a vida assim, obra do acaso, não dá para viver por viver. É preciso ser intenso, mesmo sabendo breve. E nenhuma história é boba ou pequena. Tudo é grande porque é único e preenche aquele momento. E só nos resta viver o que há para viver. Amar o que há para amar. Gozar o que há para gozar. E no agora seguinte começar outra história, mesmo que seja um remake do último agora. Porque será sempre outro agora, um novo agora.
Tendo a vida essa instabilidade, só nos resta arriscar. Alçar vôo. Se jogar em queda livre, mas só por um milésimo de segundo. Só somos donos da nossa história nesse intervalo mínimo de tempo. Só somos reis da própria vida no breve instante de um piscar de olhos.
E assim, presos à essa condição, não dá para sonhar com a perfeição. Não dá para aprimorar. É preciso improvisar. E depois rir da própria história, não para ser sarcástico, mas para ser profano.
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